terça-feira, 19 de maio de 2009
FIM DA ESPECIALIZAÇÃO
sexta-feira, 18 de julho de 2008
LEI DO PISO DOS PROFESSORES É SANCIONADA
A lei que cria o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério da educação pública básica de R$ 950,00 foi sancionada com veto pelo presidente Lula, em solenidade realizada nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto, em Brasília. O veto se refere à retroatividade, ou seja, o piso começará a valer só a partir de janeiro de 2009 e o reajuste será sobre os R$ 950,00.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, lamentou o veto, mas considerou que "a nova lei do piso é um passo importante para a valorização do professor". E acrescentou que "o veto não é um determinante que vai prejudicar o dia histórico que a educação brasileira vive hoje, uma vez que o princípio do piso está preservado". De acordo, com Roberto Leão "quem ganha com a criação do piso nacional é a sociedade que terá um profissional mais valorizado e qualificado".
Quanto às próximas lutas da CNTE, Leão destacou a aprovação dos projetos das diretrizes nacionais de carreira (planos de carreira) e o que reconhece na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) os funcionários de escola como profissionais da educação. As duas matérias, segundo Leão, tramitam no Congresso e "devem ser aprovadas até o fim deste ano para entrar em vigor em 2009, juntamente com o piso, representando um caminho novo para uma educação de qualidade".
Quando entrar em vigor, o novo piso salarial beneficiará diretamente um milhão e meio de educadores (pela projeção do MEC) e, indiretamente, quarenta e seis milhões de alunos das redes públicas brasileiras.
Ao sancionar o piso, o presidente Lula destacou que "nada é mais digno para uma nação que ela seja destacada pelo seu alto índice de educação". E concluiu que as estatísticas vão mostrar nos próximos anos a importância do conjunto de medidas implantadas hoje na área de educação.
A luta pelo piso passou por várias gestões da CNTE. O professor Juscelino Cunha, vice-presidente do Sindicato APEOC e da direção nacional da CNTE, esteve presente ao ato de sanção do Piso Salarial, representando os professores cearenses.
Lula sancionou também leis que criam 49 mil cargos para universidades federais e escolas técnicas, a maior parte deles para contratação de professores e outra lei que prevê a integração da educação profissional e tecnológica à educação básica.
O presidente aproveitou ainda para encaminhar ao Congresso dois projetos de lei. Um cria 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets) e o segundo cria a Universidade Fronteira do Sul – a UFFS.
Na opinião do ministro da Educação, Fernando Haddad, a implantação de mais vagas nas universidades federais públicas e nos Ifets ajudará na formação de professores nos cursos de licenciatura, além de garantir a formação do magistério com mais qualidade", finalizou
Fonte: www.apeoc.org.br
terça-feira, 3 de junho de 2008
Falta de experiências pedagógias específicas é desafio na educação de jovens, diz secretário
Além da ausência de experiências pedagógicas específicas para a EJA, a falta de formação direcionada para os profissionais da área estão entre os gargalos da educação de jovens no Brasil, segundo Lázaro. Os desafios e dificuldades da área serão debatidos até amanhã (30) em um encontro nacional de educadores.
Cerca de 300 delegados estaduais, representantes do governo e especialistas definirão as diretrizes da participação brasileira e as propostas que o país levará a 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea), coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que o Brasil sediará em maio de 2009.
Temos uma experiência de educação popular não-formal maravilhosa, o ícone dessa educação é o Paulo Freire, mas temos o desafio grande de fazer com que os sistemas de ensino tenham condição de oferecer uma educação adequada expectativa de jovens e adultos, disse o secretário.
A falta de articulação entre iniciativas de inserção educacional é outro entrave da EJA. Dados do programa Brasil Alfabetizado indicam que apenas 6,2% dos alfabetizados do programa, em 2006, se matricularam em EJA para prosseguir os estudos. Lázaro reconheceu a desarticulação, mas afirmou que a responsabilidade de garantir a continuidade do avanço educacional de adultos que ingressaram tardiamente no sistema de ensino deve ser compartilhada entre gestores federais, estaduais e municipais.
O MEC financia o Brasil Alfabetizado e o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica] financia a EJA. Qualquer município brasileiro pode participar do Brasil Alfabetizado e, em seguida, inscrever os alunos na turma de EJA; é uma possibilidade concreta, não depende de nada a não ser a iniciativa do próprio município, argumentou Lázaro.
De acordo com o secretário, o MEC tem limites de ação, porque a gestão educacional é compartilhada, mas os fatores indutivos que favorecem a continuidade dos estudos estão dados. Este ano, o Fundeb deve destinar R$ 2,8 bilhões para a educação de jovens e adultos.
Fonte: Verdesmares.com
sexta-feira, 25 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
BIOGRAFIA - JOHN DEWEY
Biografia
Graduou-se pela Universidade do Vermont em 1879 e exerceu as funções de professor do secundário durante dois anos, tempo em que desenvolveu um profundo intersse por Filosofia. Em Setembro de 1882 deixou o ensino e retornou à universidade para estudar Filosofia, na Universidade Johns Hopkins, onde obteve o doutoramento. Dewey exerceu a função de professor de Filosofia na Universidade de Michigan, onde ensinou a partir de Setembro de 1884. Três anos mais tarde (1887), publicava o seu primeiro livro, Psychology, onde propunha um sistema filosófico que conjugava a estudo científico da psicologia com a filosofia idealista alemã.
Esse livro foi importante para o passo seguinte da carreira de Dewey: o cargo de professor de Filosofia Mental e Moral na Universidade de Minnesota, que assumiu em 1888. Porém, no ano seguinte, após a morte súbita do seu mentor, George Morris, regressou à Universidade de Michigan para se tornar chefe do Departamento de Filosofia. Em 1894, no entanto, saiu de Michigan para a recém-criada Universidade de Chicago onde em breve passava a liderar o departamento de Filosofia e o departamento de Pedagogia, criado por sua sugestão.
No final da década de 1890, Dewey começou a afastar-se da sua anterior visão idealista neo-Hegeliana e a adoptar uma nova posição, que veio a ser conhecida mais tarde como pragmatismo.
Depois de problemas graves na política interna do Departamento de Educação da Universidade de Chicago, Dewey abandonou a instituição para se ligar à Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde permaneceu até ao fim da sua carreira no ensino, em 1930. Continuou, no entanto, a ensinar como Professor Emérito até 1939, e continuou a escrever e a intervir socialmente até às vésperas da morte.
Entre suas obras se destacam The School and Society (1899; "A Escola e a Sociedade") e Experience and Education (1938; "Experiência e Educação").
Outros dados
John Dewey é reconhecido como um dos fundadores da escola filosófica de Pragmatismo (juntamente com Charles Sanders Peirce e William James), um pioneiro em psicologia funcional, e representante principal do movimento da educação progressiva norte-americana durante a primeira metade do século XX. Foi também editor, contribuindo na Enciclopédia Unificada de Ciência, um projeto dos positivistas, organizado por Otto Neurath.
Filosofia da Educação
Como se pode ler em Democracy and Education (Democracia e Educação), Dewey tenta sintetizar, criticar e ampliar a filosofia da educação democrática ou proto-democrática contidas em Rousseau e Platão. Via em Rousseau uma visão que se centrava no indivíduo, enquanto Platão acentuava a influência da sociedade na qual o indivíduo se inseria. Dewey contestou esta distinção – e tal como Vygotsky, concebia o conhecimento e o seu desenvolvimento como um processo social- integrando os conceitos de sociedade e indivíduo.
Para ele o indivíduo somente passa a ser um conceito significante quando considerado parte inerente de sua sociedade – enquanto esta nenhum significado possui, se for considerada à parte, longe da participação de seus membros individuais.
Depois, como reconhece na obra posterior “Experience and Nature” (Experiência e Natureza), o empirismo subjetivo da pessoa é quem realmente introduz as novas idéias revolucionárias no conhecimento.
Para Dewey era de vital importância que a educação não se restringisse ao ensino do conhecimento como algo acabado – mas que o saber e habilidade do estudante adquirem possam ser integrados à sua vida como cidadão, pessoa, ser humano. No laboratório-escola que dirigiu junto a sua esposa Alice, na Universidade de Chicago, as crianças bem novas aprendiam conceitos de física e biologia presenciando os processos de preparo do lanche e das refeições, que eram feitos na própria classe.
Este elemento de ensino com a prática cotidiana foi sua grande contribuição para a Escola Filosófica do Pragmatismo.
Mas esta iniciativa fracassou, após três anos, e Dewey viu-se forçado a deixar Chicago. Criou, então, a famosa Lincoln School, em Manhattan (Nova Iorque), que também falhou em pouco tempo.
Sua idéias, embora bastante populares, nunca foram ampla e profundamente integradas nas escolas públicas norte-americanas, embora alguns dos valores e premissas tenham se difundido. Suas idéias de Educação Progressiva foram duramente perseguidas no período da Guerra Fria, quando a preocupação dominante era criar e manter uma elite intelectual científica e tecnológica, para fins militares. No período Pós-guerra-fria, entretanto, os preceitos da Educação Progressiva têm ressurgido na reforma de muitas escolas, e o sistema teórico de educação tem suas pesquisas evoluído.
No Brasil, desde os anos 30, o educador Anísio Teixeira, sob forte influência de suas idéias, tentou implantar um sistema educacional similar, em tempo integral - igualmente falhando por desinteresse político numa educação melhor para o povo.
Dewey e a Educação Progressiva
A ideia básica do pensamento de John Dewey sobre a educação está centrada no desenvolvimento da capacidade de raciocínio e espírito crítico do aluno.
Enquanto suas idéias gozam de grande popularidade durante sua vida e postumamente, sua adequação à prática sempre foi problemática. Seus escritos são de difícil leitura – ele tem uma tendência para utilizar termos novos e frases complexas fazem com que seja extremamente mal entendido, forçando reinterpretações dos textos. Apesar de permanecer como um dos intelectuais norte-americanos mais conhecidos, o público não conhece o seu pensamento. Por causa disto, muitos pensavam seguir uma linha Deweyana, quando na verdade estavam longe disto. O próprio Dewey tentou frear alguns entusiastas, sem muito sucesso.
Ao mesmo tempo, outras idéias e propostas de Educação Progressiva foram surgindo, boa parte delas influenciada por Dewey – mas não necessariamente derivadas das suas teorias – tornaram-se igualmente populares, umas mais ou menos aplicáveis na prática, outras contraditórias, como registram historiadores, a exemplo de Herbert Kliebard.
Freqüentemente diz-se que a Educação Progressiva “fracassou”, mas isto depende do que as pessoas entendem por “evolução” e “fracasso”. Muitas formas de educação progressiva tiveram sucesso, transformaram a paisagem educacional: a quase onipresença dos serviços de orientação ou aconselhamento, para citar-se um exemplo, é fruto das idéias progressivas. Derivações radicais do progressivismo educacional quase nunca foram testadas, e quando o foram não tiveram vida longa.
Pragmatismo em Dewey
Dewey é uma das três figuras centrais do pragmatismo nos Estados Unidos, ao lado de Charles Sanders Peirce (que criou o termo), e William James (que o popularizou). Mas Dewey não chamava sua filosofia de pragmática, preferindo o termo “instrumentalismo”.
Sua linha filosófica era de influência fortemente Hegeliana e Neo-Hegeliana. Ao contrário de William James, que seguia uma linha positivista inglesa, ele era particularmente empírico e utilitarista. Dewey também não era tão pluralista ou relativista como James. Ele dizia “a natureza é essencialmente saudosa e patética, turbulenta e passiona” (in: Experiência e Natureza).
Dewey afirmava, diferente de James, que a experiência (social, cultural, tecnológica, filosófica) poderia ser usada como juízo de valor da verdade. Enquanto para James a religião era uma via muito pobre e desinteressante, pois ninguém poderia demonstrar como verdade algo derivado da convicção religiosa, levando o homem às incertezas do teísmo, ateísmo, monismo, etc., Dewey pelo oposto preconizava que havia um importante papel nas instituições religiosas. Deus era, para ele, uma das formas de manifestação da inteligência humana, com método e investigação – portanto, ciência...
Assim como houve um ressurgimento da filosofia progressiva da educação, as contribuições de Dewey para a filosofia (afinal ele era muito mais filósofo do que pedagogo) também voltaram à baila, a partir dos anos 70, por pensadores como Richard Rorty, Richard Bernstein e Hans Joas.
Por causa de seu processo de orientação e visão sociologicamente consciente do mundo e do conhecimento, muitas vezes é tido como alternativa válida aos dois modos de pensar: o moderno e o pós-moderno – mesmo sendo-lhes contemporâneo.
(Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Dewey)
Alguns links interessantes - I
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, Lei Nº 11.494/2007, de 20 de junho de 2007
Plano Nacional de Educação - PNE, Lei nº 10.172/2001, de 09 de janeiro de 2001
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará, Lei Nº 9.826/74, de 14 de maio de 1974
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza, Lei nº 6.794/90, de 27 de dezembro de 1990
Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988