domingo, 13 de abril de 2008

VI CONFINTEA - Brasil 2009

O Brasil sediará a VI Conferência Internacional sobre Educação para Adultos (CONFINTEA) em maio de 2009, ambiente que tem como objetivo possibilitar o diálogo e a avaliação das políticas de educação e aprendizagem de jovens e adultos na esfera internacional. Será o primeiro país do hemisfério sul a sediar uma conferência de tamanha grandeza no campo da Educação de Jovens e Adultos. Para ter acesso aos documentos que subsidiarão o processo, e saber mais sobre outras informações da EJA, é só acessar o link abaixo:

http://forumeja.org.br/brasil

NOVIDADE!!! O FOTOLOG ESTÁ PRONTO!!!

Finalmente, depois de muita (!) espera, o Fotolog da nossa turma está pronto. É só entrar no link http://picasaweb.google.com.br/especializacao.eja/FotosDaTurmaB e baixar a foto que você quiser.

Andragogia: arte e ciência na aprendizagem do adulto (Por José Chotguis¹)

Hoje em dia, a Educação a Distância, dirigida ao aprendiz adulto, prescinde do modelo andragógico para ser bem sucedida. Na Educação a Distância é imprescindível considerar as especificidades do aprendiz adulto fazendo o uso do sistema andragógico de ensino e aprendizagem. Mas, afinal do que estamos falando? Poucos sabem sobre o que vem a ser a Andragogia cuja definição não é encontrada na maioria dos dicionários.

Por mais de cinco décadas, tem sido realizado esforços para formular uma teoria que considere aquilo que já sabemos, por experiência própria e pesquisa, a respeito das características únicas do aprendiz adulto. Os meus 14 anos de extensionista rural orientando agricultores não me deixaram dúvidas de que a aprendizagem do adulto acontece sob condições específicas. À medida que aprimorava o meu processo de ensino e orientação de adultos, busquei estudos e teses que agora vou compartilhar com você.

É surprendente que apenas em 1950 alguns educadores começaram a organizar idéias em torno da noção de que adultos aprendem melhor em ambientes informais, confortáveis, flexiveis e não ameaçadores. Dez anos depois, já então nos anos 60, um Iugoslavo, educador de adultos, participando de um seminário de verão na Boston University, expôs o termo “andragogia”, como um conceito mais organizado a respeito da educação de adultos. Andragogia foi apresentada como a arte e a ciência de ajudar o adulto a aprender e era ostencivamente a antítese do modelo pedagógico que significa, literalmente, a arte e ciência de ensinar crianças.

O modelo pedagógico, aplicado também ao aprendiz adulto, persistiu através dos tempos chegando até o século presente e foi a base da organização do nosso atual sistema educacional. Esse modelo confere ao professor responsabilidade total para tomar todas as decisões a respeito do que vai ser aprendido, como será aprendido, quando será aprendido e se foi aprendido. É um modelo centrado no professor, deixando ao aprendiz somente o papel submisso de seguir as instruções do professor.

Por sua vez, o modelo andragógico é baseado em vários pressupostos que são diferentes daqueles do modelo pedagógico:

1. A Necessidade de Saber. Os adultos têm necessidade de saber porque eles precisam aprender algo, antes de se disporem a aprender. Quando os adultos comprometem-se a aprender algo por conta própria, eles investem considerável energia investigando os beneficios que ganharão pela aprendizagem e as consequencias negativas de não aprendê-lo.

2. Auto-Conceito do Aprendiz. Os adultos tendem ao auto-conceito de serem responsáveis por suas decisões, por suas proprias vidas. Uma vez que assumem esse conceito de si próprio eles desenvolvem uma profunda necessidade psicologica de serem vistos e tratados pelos outros como sendo capazes de auto-direcionar-se, de escolher seu próprio caminho. Eles se ressentem e resistem a situações nas quais sentem que outros estão impondo seus desejos a eles.

3. O Papel das Experiências dos Aprendizes. Os adultos se envolvem em uma atividade educacional com grande número de experiencias mas diferentes em qualidade daquelas da juventude. Por ter vivido mais tempo, ele acumula mais experiência do que na juventude. Mas também acumulou diferentes tipos de experiências. Essa diferença em quantidade e qualidade da experiencia tem várias conseqüências na educação do adulto.

4. Prontos para Aprender. Adultos estão prontos para aprender aquelas coisas que precisam saber e capacitar-se para fazer, com o objetivo de resolver efetivamente as situações da vida real.

5. Orientação para Aprendizagem. Em contraste com a orientação centrada no conteúdo própria da aprendizagem das crianças e jovens (pelo menos na escola), os adultos são centrados na vida, nos problemas, nas tarefas, na sua orientação para aprendizagem.

6. Motivação. Enquanto os adultos atendem alguns motivadores externos (melhor emprego, promoção, maior salário, etc.), o motivador mais potente são pressões internas (o desejo de crescente satisfação no trabalho, auto estima, qualidade de vida, etc.). Pesquisas de comportamento mostram que todos adultos normais são motivados a continuar crescendo e se desenvolvendo.

Se você quiser ler mais sobre Andragogia, recomendo esses livros:

TOUGH, A. The Adult’s Learning Projects. Toronto: Ontario Institute for Studies in Education, 1971, 1979.

BROOKFIELD, S.D. Understanding and facilitating adult learning. San Francisco: Jossey-Bass, 1986.

CROSS, K.P. Adults as learners. San Francisco: Jossey-Bass, 1981.

DEWEY, J. Experience and education. New York: Collier Books, 1933.

KNOWLES, Malcolm S. The modern practice of adult education: andragogy versus pedagogy. New York: Association Press, 1970.

KNOWLES, Malcolm S. The adult learner: the definitive classic in adult education and human resource development. 5ed., Houston: Gulf, 1998.

MADEIRA, Vicente de Paulo Carvalho. Para falar em andragogia, programa educação do trabalhador, v.2, CNI-SESI, 1999.

OLIVEIRA, Ari Batista de. Andragogia, facilitando a aprendizagem. Educação do Trabalhador, v.3, CNI-SESI, 1999.

¹Doutor em Engenharia Florestal, professor da UFPR.

Tardes de sábado no CEFET-CE

AVISO!

Se alguém quiser mandar um texto, comentário ou algum artigo, ou ao menos um link de site para postar aqui, pode mandar para o e-mail aberto da turma (especiazacaoeja@hotmail.com) ou então para o e-mail particular da turma (especializacao.eja@gmail.com), ou então, falem comigo nas aulas.

Montando o Fotolog da Turma B

Estou tentando colocar o Fotolog da Turma B no ar para que possam ver as fotos que eu tirei no dia 29/03, mas está difícil encontrar um fotolog que preste. Quando estiver pronto, coloco o endereço aqui no Blog.

sábado, 12 de abril de 2008

O MITO DE PIGMALIÃO


Pigmalião era um escultor e rei da ilha de Chipre, segundo a mitologia grega. Segundo outros relatos, era um simples escultor, sem ascendência real.

Enojado com as mulheres perversas e devassas de sua época, Pigmalião esculpiu uma estátua de marfim de uma bela mulher e, após terminá-la, achou sua obra tão bela e perfeita que se apaixonou por ela. Para poder transformá-la em uma mulher de carne e osso, ele recorre a deusa Afrodite para que ela o ajude. Em resposta a seu pedido, a deusa fez da estátua uma mulher de carne e osso, batizada de Galatéia. Eles casaram e tiveram um filho, Pafos.

A lenda de Pigmalião tem atraído vários escritores. O antigo poeta romano Ovídio contou essa lenda em sua obra Metamorfoses. A versão mais moderna da lenda é a peça de Bernard Shaw, Pigmalião, ou My Fair Lady. A peça é também um musical e um filme, com o mesmo título original (Bonequinha de Luxo, no Brasil) estrelado pela saudosa Audrey Hepburn.